eu poderia mofar listando coisas que aconteceram. E não vem ao caso relembrar datas insignificantes ou isso ou aquilo, só que é engraçado comparar datas. O dia de hoje, com o dia 12 de Junho do ano passado...
Ano passado, hoje, eu estava entrando em um show cover dos Strokes e assistindo uma cena patética, depois cheguei em casa totalmente chateada e só aconteceu coisa ruim. Hoje, especialmente hoje, eu to com o maior sorriso dos últimos tempos. Aliás, nos últimos tempos eu sou um sorriso com pernas e braços, fato. E agradeço muito por tudo isso, muito mesmo.
Nunca pensei que as coisas seriam assim, nunca pensei que alguém que eu conheci no verão fosse se tornar um pedaço da minha rotina. As mensagens, as ligações, as tardes juntos, as noites juntos, tudo.. Tudo tão inesperado e tão especial, sabe. Não... Acho que não sabe, poucas pessoas devem saber. Mas tu, tu eu sei que sabe do que eu to falando. Da ansiedade antes, felicidade durante, saudade depois, ansiedade, felicidade, saudade, e assim vai.. Meio que um ciclo.
Ao mesmo tempo que me assusta e eu chego ao ponto de, algumas vezes, pensar que eu posso acordar de repente e tudo isso acabar, eu fico feliz por estar passando por uma das melhores coisas dos últimos tempos - uma espécie de presente depois de tudo que aconteceu, e eu quero que continue assim por tempo indeterminado. É incrível a minha vontade de acelerar o tempo antes, pra ver esse sorriso e esse rosto lindo que eu adoro, paralizar o tempo durante pra fotografar os momentos com os olhos, e fazer o tempo voltar depois pra tudo acontecer denovo. Acelerar não é possível, congelar também não, voltar muito menos.
Mas é como o livro do pequeno príncipe, a ansiedade é o preço da felicidade. Depois registro tudo com os olhos, tenho tudo guardadinho, desde o dia 4 de Fevereiro até agora.. E a vontade de voltar depois se resume em vontade de querer mais, cada vez mais, muito mais. Se eu pudesse expressar isso de alguma forma, acho que seria na força de um abraço ou no brilho de algum olhar remelento em uma dessas manhãs em que eu acordo com cafuné e beijo. Manhãs que já fazem o dia valer por si só, cenas que sei lá, compensam muito. Por mais melação e exagero que pareça cada linha desse texto, foda-se, é o que eu penso mesmo.
Se é intenso, se é exagero, se é muito ou se é pouco, não importa. É o que é, e pode seguir aumentando ou parar por aqui, não sei. Mas independente de qualquer coisas as marcas tão aqui, tão aí, tão nos cenários que sempre vão remeter lembranças e mais do que isso, tudo que eu penso tá aqui dentro. Projetando mais milhares de dias e noites e tardes e manhãs e cinemas e risadas e cosquinhas e implicâncias. E azar, eu me entrego mesmo, seja o que Deus quiser. Como Deus não existe, que seja o que eu quiser. E o que eu quero tá bem claro, mais claro do que qualquer outra decisão agora, é permanecer assim. Exatamente assim. Dividindo piadas, autismos, coisas mais sérias, colchão, travisseiro, dias e noites. Sabe? Vontade de te sequestrar e deixar pra sempre encaixado na minha lombar.
E a continuação, ou o complemento, seria basicamente o que foi mandado por depoimento. Mas o texto inteiro tá aqui, ou quase inteiro.. Não sei, o resto eu digo por olhares e ruidos esquisitos que tu sabe entender os significados.
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