28.6.09

Não tem nada melhor

do que ter o medo sufocado pela certeza, ter uma saudade misturada com vontade, sentir ansiedade e não caber em si toda a felicidade."

E eu poderia cair no clichê e dizer que palavras são insuficientes, mas a realidade é que eu consigo definir tudo com diversas palavras.. São tantas que eu me perco. No entanto, embora eu consiga descrever tudo com palavras, expressar tudo em diversas linhas e das mais variadas maneiras, ainda acho que o melhor jeito de mostrar tudo é através de um olhar. Ah, olhares.

De manhã cedo, de tarde com o sol no canto do olho, de noite no escuro, o tempo inteiro. Beijos e um sorriso por olhar, bom dia por olhar porque o cérebro ainda não acordou - olhares sempre falam melhor por mim.

E o jeito como tudo encaixa, tudo. Meu olhar no teu, encaixa; teu beijo com o meu, encaixa; minha lombar em ti, encaixa; teus braços nos meus, encaixam; os pés pra passar o frio, encaixam; teus braços no meu pescoço, encaixam; minha cabeça no teu peito, encaixa; os meus desejos com as tuas vontades, encaixam. Ser perfeito é relativo, a definição de perfeito varia com o que é perfeito pra cada um... Talvez pra ti, soe como exagero, mas pra mim soa como palavra-chave: perfeição. Não só tu, teu jeito, mas tudo que tá acontecendo, da maneira como tá acontecendo, com quem tá acontecendo.

Talvez eu não merecesse tanto, talvez eu não esteja acostumada com tanto, talvez não seja tanto. Mas é o suficiente pra eu sorrir só de pensar, o suficiente pra eu fechar os olhos de saudade e me deparar com lembranças melhores impossíveis, o suficiente pra eu contar os minutos do relógio em contagens regressivas que começam no momento do tchau e terminam com o beijo de oi.. O suficiente pra eu me considerar a pessoa com mais sorte, uma das pessoas mais felizes.

E o medo, nessas horas, é sufocado pela certeza e pela ânsia de arriscar.

É estranho como do teu lado o tempo, ao mesmo tempo que pára, acelera a ponto de eu conseguir ver pra frente - e pensar, não só no amanhã ou no próximo final de semana, mas mais além. E se falhar, azar, o que importa é que agora é assim que eu funciono. Eu vivo agora, com o maior sorriso, de todas as formas possíveis, e olho pra frente com uma força de vontade absurda de manter as coisas assim por sabe-se lá quanto tempo mais.

Já voei alto, já cai, já me machuquei e já sonhei e acordei. A diferença do antes pro agora, é que agora eu voo e sonho, mas voo com os pés no chão e sonho tanto dormindo quanto acordada. Me machuco, sim, toda vez que dou tchau, mas machuca só um pouquinho. Acordei inumeras vezes, mas segui com a sensação de sonho por duvidar que tu existe de fato, e já cai também. Afinal, cair é o que eu mais faço - vide furo na minha calça. Mas nada tem sido como das outras vezes, resumindo. E é tudo tão especial e tão único, tão teu e tão meu, tão nosso quanto tua. Tua, e só.

Sempre me falam que paixão é coisa que dá e passa, que amor é sempre a mesma ladainha e que as histórias se repetem. A verdade é que eu ainda não descobri se paixão é isso ou não, se amor é ladainha e se essa história é repetição, mas tenho certeza de que se isso tudo é uma regra... Tu provavelmente é a minha excessão.

E é isso que importa, no fim.

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