Se eu paro e penso nos últimos dias, nos últimos tempos, suspiro e penso que tudo tem valido a pena - com excessão de pequenos detalhes que incomodam aqui ou ali, mas nada teria graça se fosse tudo perfeito o tempo inteiro. Creio que as coisas ruins, que no fundo nem são tão ruins, servem pra que as boas sejam valorizadas.
Faculdade com algumas boas notas, outras nem tão boas porém dentro do que eu considero aceitável, saudade de quem tá longe e de quem não tá tão longe assim... Mas, no resultado final, nove meses do lado de quem eu gosto e me faz bem, amizades tranquilas, conversas calmas, e eu tenho conseguido colocar na lixeira tudo que me incomoda - ou quase tudo, pelo menos. Única coisa ruim que eu não tava acostumada é essa história da minha mãe viajar o tempo inteiro, mas acho que até essa parte vai ser boa depois. Independencia assusta, mas convenhamos que é necessidade básica depois de uma certa idade. Ou talvez isso seja só um "nome", porque independente dos nossos pais é difícil.. Tendo em vista que a gente sempre vai ter uma coisinha aqui ou lá que nos prende a eles, enfim, sem filosofias a essa hora.
Trabalhos, cansaço, dor nessas malditas articulações asquerosamente enferrujadas em função da troca de treino naquela coisa cansativa que alguns chamam de 'academia' e outros de 'segunda casa'. Brinks. Mas né, quando começa a apertar o final do ano, as coisas realmente ficam mais tensas e estressantes. O que nem tem sido tão ruim porque felizmente são assuntos, trabalhos, que me interessam e me prendem. Coisa chata se eu tivesse que estar grudada com a cara no monitor e ficando vesga com os comandos do photoshop, blé! Mas eu sinto saudade da espm, das pessoas que eu via, de alguns professores, daquele clima de turma que eu consegui no 3º semestre... Antes tarde do que nunca. Eu poderia estar na metade de um curso e to aqui, no início de outro. O que me consola é que eu sei que agora eu to fazendo o que eu gosto e, consequentemente, o desempenho e a dedicação é totalmente diferente de tudo antes.
Saudade de ir fazer trabalho na espm e, na realidade, não fazer absolutamente nada e vegetar no sol a tarde inteira conversando. Saudade de amizades do primeiro, segundo e terceiro semestre, de falar besteiras e internas e passar bilhetes pela aula, saudade do Tommy aqui perto pra eu conversar por horas ou simplesmente pra eu ligar e conversar. Saudade do meu pai, obviamente, e de beber com ele conversando sobre coisas que só fazem nexo nas nossas cabeças, saudade de tanta coisa. TANTA. Mas tá, eu não to morrendo, é saudade boa e que eu posso matar qualquer hora dessas, são saudades que vem na cabeça quando eu paro pra pensar que mais um ano tá terminando e que tá tudo (tudo MESMO) totalmente diferente do que tava ano passado, e no outro, e no outro. E isso é óbvio, eu sei, mas dessa vez tá tudo bem diferente mesmo. Pra melhor, pelo menos.
Agoooooooooooooooora, apesar de todos esses pensamentos e essa lista de saudades, só posso dizer que eu to realmente muito feliz e muito satisfeita com o que eu tenho comigo. Com esses nove meses completíssimos desde que eu conheci alguém que me fez perceber tudo de maneira diferente - ou quase tudo - e me mostrou que eu posso, sim, ser eu mesma e agradar. E essa sensação de que eu to completa, e não simplesmente acompanhada, essa sensação de segurança e de conforto, e não de comodidade e tolerancia, são as melhores sensações que eu poderia ter! =) E o maior presente surpresa, maior e melhor. Espero ter comigo sempre, pelo maior tempo possível e que eu consiga retribuir tudo de uma maneira tão especial quanto a reciprocidade que eu sinto quando digo olho-no-olho que eu amo muito.
Cansei de escrever, meu braço tá doendo. Que saco.
Ps. Odeio trovão
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