31.5.11

Feel the quiet in the tunder

Cachoeiras, árvores, pedras, um sol lindo, vários passarinhos.


Eu sou um lugar lindo, cheio de coisas bonitas. As vezes chove, chove forte. As vezes a tempestade destrói boa parte das minhas árvores, alguns caçadores matam os passarinhos... Ou nem isso. As vezes jogam lixo no chão e eu fico feio, as vezes alguém planta algo e eu me renovo. As vezes eu faço as pessoas se perderem, as vezes eu sou o refúgio. Independente do tempo, eu permaneço aqui. Tentando, dentro do possível, oferecer toda a beleza e tranquilidade que estiver ao meu alcance.


Agora eu sou a cachoeira. Água passa forte, com pressão, e as pedras não gastam. Mudam seus formatos, mas não deixam de estar ali pra direcionar a água que vem, muitas vezes, por pressão de algum lugar desconhecido. As vezes eu seco, fico sem graça... Crio musgo. Eu posso causar acidentes, eu sei. Mas não é minha culpa. Prometo não machucar, mas peço que tenha cuidado ao se aproximar. Faço barulho, respingo pra todos os lados. Me olhar de longe é lindo, de perto eu posso parecer maior do que de longe.


Agora eu sou a pedra. Pedra que tudo suporta, que nada demonstra. Pedra que não sai do lugar, que deixa tudo passar. Pedra que alguns tropeçam, outros escalam... Perto de tantas, sou uma pedra qualquer. Mas pra cachoeira a qual pertenço, sou fundamental. Sem mim, as águas furiosas não seriam sustentadas e a terra desabaria. E, quando eu penso assim, eu me sinto necessária. Ser pedra é bom, quando pensamos na proteção.


Agora eu sou um passarinho, aquele que voa por cima de tudo, cantando, trazendo tranquilidade, assistindo tudo lá do alto. As vezes me escondo, as vezes canto. Eu alegro até um dia nublado! Sou discreto, tento me comunicar de forma discreta. Deixo subentendido. A beleza das minhas cores só olhando bem de perto pra perceber... Mas minha delicadeza, isso você pode reparar ao me ver voar. Sou cauteloso, sou medroso... Mas sou corajoso quando eu me determino a pegar uma minhoca específica.


Agora eu sou um pouco cachoeira, um pouco pedra, um pouco passarinho... E assim formo uma paisagem muito bonita. A beleza não está na tranquilidade, na tormenta, no agito ou na tranquilidade. A beleza está na mistura de tudo. No equilibrio. É uma beleza interessante... Porém intrigante. Combinando elementos, buscando a harmonia, a paisagem se forma. Nem sempre clara, mas sempre ali. Nem sempre a mesma, mas sempre ela. Aquela paisagem que atrái, que espanta, que encanta.


Mas...


Quem será que vê essa paisagem além do espelho?

Nenhum comentário: