E mais um boêmio amante das letras fisgou a menina com seus personagens. Malditos, malditos escritores. Sensíveis na escrita, filhas da puta fora dela. Exímios jogadores. Egoístas. Egocêntricos, a atenção se divide apenas entre suas personalidades. Inquietos, eternos insatisfeitos. Não sabem o que buscam, mas buscam. Buscam em tudo que é canto, não assentam. Querem, mas não querem. Não assim, nem assado. Mas querem! De algum jeito torto, torto como o andar embriagado, confuso como o discurso proferido pelo whisky, pela cerveja. É uma vontade meio camuflada na fumaça do baseado. No fundo, tudo vira um texto e não passa de um devaneio.
Malditos escritores.
Nossa raça é bicho difícil de lidar.
Puta que pariu.
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