se as pessoas conseguissem ser sinceras consigo, tudo seria mais fácil. Acho que uma das maiores falhas do ser humano é não conseguir assumir quando tá errado, quando age de maneira incoerente ou não saber admitir os próprios atos quando estes podem ou não agradar terceiros, quartos, quintos, o mundo. Não vejo lógica alguma nessa dificuldade, porque eu acho que se aprende tudo através de experiências, vivências, e um não tem nada a ver com a vida pessoal do outro. Quer fazer, faz, assume - se não foi errado, repete, se foi errado absorve a lição e pega o próximo trem e segue adiante.
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Maior do que a vergonha que tu sente por uma história, só a vergonha que eu sinto por tu não conseguir ser sincero e verdadeiro com aquela pessoa que tu dizia ser especial, única e sei lá mais o que. Já aproveito que tu teve a cara de pau de me chamar de arrogante, e te dou a dica de que todo o teu teatro e todo o teu exagero emocional só vai refletir na tua vida - porque na minha tu não influencia desde o momento em que deixou bem claro não se importar comigo, com o que eu faço, e não fazer questão nenhuma de me ver feliz no meu namoro.
Eu não tenho culpa que os teus relacionamentos, tanto de amizade quanto amorosos, não são bem sucedidos e que tu não consegue ter segurança em si próprio. Tu muitas vezes falou sobre o meu relacionamento passado, citou que eu já passei por agressões e tudo mais, mas eu vou deixar bem claro (e não me importo que leiam, não nego a minha história) uma coisa muito importante: eu prefiro levar na cara, acordar pra vida, formar uma personalidade concreta, aprender a cair e levantar, do que ter 20 e poucos anos na cara e medo de viver e assumir meus atos. Eu prefiro ter um grupo seleto de cinco amigos de verdade, do que ser aquela que é "amiga" de metade de Porto Alegre e tem o nome no meio das maiores fofocas e dos maiores boatos. Eu prefiro ser a amiga confiável, companheira, do que ser a taxista que carrega amigos pra cima e pra baixo e pelas costas ser vista como materialista.
Eu prefiro os meus amigos perto de mim por eu fazer eles se sentirem bem, do que ter que chamar a atenção deles pra eles ficarem do meu lado e me chamarem pra sair por aí. Sabe, eu tenho um orgulho muito grande por saber levantar sozinha. Espero que um dia tu aprenda que tipo de orgulho que eu me refiro, porque aí nesse dia tu vai lembrar que eu não me comporto com indiferença, mas sim com segurança. Eu não tenho medo de deixar pra trás o que, no momento, não tem me feito bem; não tenho medo de finalizar uma etapa, medo de me arrepender. Também não tenho medo que peguem o meu lugar, como eu dizia ter, porque isso no fundo eu sei que é impossível. Eu deixei marcas que ninguém vai apagar, que ninguém vai substituir, e que por mais que tu tente; não vai esquecer.
Cicatriz no orgulho, soco no estomago, lembranças muito especiais e momentos inesquecíveis. Contraditório, né? Início, meio e fim - basicamente assim. Marcas tão contraditórias quanto o teu comportamento ao longo dos últimos dois anos, marcas tão inesquecíveis quanto a tua ousadia em pensar que me faria de idiota, lembranças tão especiais quanto eu espero que seja a tua vida um dia. Porque do jeito que tá, eu não chamo de vida. Muito menos de especial.
Não tive o objetivo de te magoar, cada um vai na direção que quer. Se tu chegou onde tu estás, foi por escolhas tuas. O dia que existirem robôs, aí sim podem me julgar manipuladora de "alguém". Sobre o fato de eu ter perdido meus amigos porque me acham louca por tudo que tu conta, só digo uma coisa: tu felizmente nunca teve alguma espécie de contato realmente próximo com aqueles que eu considero meus amigos de verdade. Esses aí que tão, junto contigo, me achando louca, são ex colegas que não sabem da missa a metade.
Antes de me julgar louca e manipuladora, pensa quem foi que sempre te ajudou nas tuas crises, nas tuas dificuldades, nos teus medos. Antes de me julgar manipuladora, pensa quem foi que surtou quando soube que eu tava namorando e me disse que ou eu optava pelo namoro ou por sair com amigos, pensa quem foi que sempre te deu toda a liberdade do mundo mesmo que isso me machucasse na época. E aí depois de pensar nisso, pensa em qual amizade tu vai sentir falta quando se der conta do quão ridículo foi tudo isso.
Antes tarde do que nunca.
Só não espera ter de volta o que tu jogou no lixo, porque a página foi virada e eu já não tenho paciência e estomago pra qualquer mínima coisa. Eu cansei de palhaçada, de teatros, de pessoas falsas, de escandalos e confusões. Eu tenho náuseas só de pensar no quão ingenua eu fui em idealizar uma pessoa que não existia, mas uma coisa o Victor Bier me fez aprender e eu guardo até hoje comigo: valorize somente quem te valoriza também - e graças a deus eu tenho os meus mesmos amigos ha anos e, esses, eu sei que eu não idealizo e que embora sejam raros eles existem. E são meus. :)
Um comentário:
'não esqueceu, mas também não havia trazido nada que comprovasse a validade da espera. não disseram que sentiam saudades ou que se adoravam. aquela conversa tinha um ar particular de fim. desligaram. apenas desligaram.'
fim.
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