23.5.11

Eu também me assusto muito

Nunca diga não pra mim. Eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim. Seja sempre assim, por favor me dê um sinal... Um cartão postal, um aval dizendo assim: 'não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim, entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'.
Nunca se esconda assim. Eu não vou saber te falar, te explicar que eu também me assusto muito. Você nunca vê que eu sou só um menino destes tais que pensam demais... Logo mais, vou correr atrás de ti.
'Não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim, entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'.
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Eu me entrego, eu me rendo. Vou deixar que você tome conta dos meus pensamentos, que continue estampando sorrisos e que me assuste na maior parte do tempo. Vou permitir a inquietação quando sinto você por perto, vou autorizar que você chegue perto... Bem perto, muito perto. Que você se torne íntimo. A partir de agora, tudo bem, você pode me acompanhar do nascer ao pôr-do-sol, sim. Por favor, continue me fazendo ver graça nos mínimos detalhes, continue me fazendo ver o lado bom de todo o caos. Siga sendo a minha quebra de rotina, mesmo que você faça parte dela. 
Tornado, você passou a ser brisa que traz paz. Tempestade, você hoje é chuva que lava a alma e tranqüiliza. O filme em preto e branco, hoje tem cores. O peito que apertava por ansiedade, hoje segue o ritmo do seu quando ambos se encostam. Os medos que assustavam passaram a incentivar. Desafiar.
Cabe a nós compreender o que acontece, e só a nós. A mim, cabe fazer o possível e o impossível para que se torne cada vez mais sólido. A você, cabe ser sincero e querer meu bem. A nós dois, cabe preservar tudo que se tem até agora. Ao tempo, cabe se encarregar do que está por vir. A realidade nos desafia, os sonhos nos permitem. Nossos sentimentos nos orientam, nossas energias nos movem. Nossas escolhas montam nossos caminhos. Nos caminhos, sim, tropeçamos. Levantamos, nos superamos. Aos erros, cabem a missão de virem apenas uma vez pra aprendermos a lição... Depois disso, eles se vão e deixam espaço pra novos. A vida é um risco constante, não há certezas. A morte? Morte é a certeza de que o nosso corpo físico, um belo dia, pára. Nada além disso. Às lições, cabe o papel de nos fazerem crescer cada vez mais, sermos cada vez melhores. Aos sentimentos, cabe o papel de nos desafiar a nunca desacreditar (existe essa palavra? Não acho ela bonita). O amor, por exemplo. Esse cara só tem uma missão: armar emboscadas. O intuito? Um único: nos mostrar que não adianta fugir porque ele vai nos encontrar quando menos esperarmos. 
É, seu tal de amor. 
Eu me entrego, eu me rendo. Vou deixar que você tome conta dos meus pensamentos, que continue estampando sorrisos e que me assuste na maior parte do tempo. Vou permitir a inquietação quando sinto você por perto, vou autorizar que você chegue perto... Bem perto, muito perto. Que você se torne íntimo. A partir de agora, tudo bem, você pode me acompanhar do nascer ao pôr-do-sol, sim. Por favor, continue me fazendo ver graça nos mínimos detalhes, continue me fazendo ver o lado bom de todo o caos. Siga sendo a minha quebra e rotina, mesmo que você faça parte dela. 
Tornado, você passou a ser brisa que traz paz. Tempestade, você hoje é chuva que lava a alma e tranqüiliza. O filme em preto e branco, hoje tem cores. O peito que apertava por ansiedade, hoje segue o ritmo do seu quando ambos se encostam. Os medos que assustavam passaram a incentivar. Desafiar.
E o que for pra vir, virá como conseqüência por eu ter aceito o desafio. Te espero, pode sair de trás da emboscada. Estou armada. Não com armas ou coragem, mas com algo maior: com vontade. E a minha vontade vai fazer com que, na rotina superficial em que se vive, você tenha certeza de que ainda tem quem te quer por inteiro. Assim, como nos filmes antigos onde há o romance na sua mais pura essência - aquela essência que, hoje, é desacreditada.


Te espero, vem.



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