1.8.11

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Aí que tá o erro.
As pessoas iniciam as relações e buscam a felicidade acima de tudo. E as relações não são sempre felizes. Sempre uma das partes vai franzir as sobrancelhas diante de alguma coisa, diante de algum pedido, diante de algum comunicado... Talvez nem sempre essa parte insatisfeita se manifeste e exponha, mas ela não vai estar plenamente feliz.

E eu não entendo isso. As pessoas buscam a felicidade, mas ninguém busca a estabilidade. O equilíbrio. As pessoas exigem fidelidade, mas esquecem que ela anda (praticamente) costurada com a lealdade. Sinceridade e respeito são duas exigências que a gente sempre vê nas relações. Exigir do outro é muito fácil, mas e proporcionar isso? Quantas pessoas se relacionam de forma transparente? O beijo que ele deu na outra é tão mais significativo do que o fato de ele vir falar que se arrependeu e pensou em você na hora? E se amanhã acontecer o contrário, você vai se julgar da mesma forma que hoje julga o outro?

Respeito, equilíbrio, lealdade. Eu não vejo mais esse tripé sustentando as relações. Eu vejo possessividade, exigência, comodidade. E acho isso lamentável.

Prático esticar o braço e apontar os defeitos do outro, criticar ali, culpar lá. Prático sair por aí falando mal e expondo as falhas dos outros. Mas que tal apontar o dedo pro seu próprio nariz, analisar seus defeitos, ter autocrítica, antes de fazer isso com os outros? E, quem sabe, não seria má ideia expor seus defeitos e suas falhas pros outros. Eles podem lhe dar a sua opinião e isso seria de suma importância pro seu sefragol.

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Não tenho paciência. Nasci no mundo errado, na época errada, sei lá. De onde eu vim, tapa na cara é falta de respeito e escândalo é vergonhoso. De onde eu vim, as pessoas prezam cada um que passou pelas suas vidas... Não fica jogando respeito no lixo por ter bebido um pouco mais.

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Vejam que sorte! Eu encontrei alguém que veio do mesmo lugar que eu.

Mas eu precisava desabafar minha insatisfação com a realidade dos jovens (uau, que velha sou) hoje. Cresçam, vivam, ampliem a cabecinha de vocês! Não limitem a mente ao espaço do crânio, permitam que ela vá além. Crescer como consciência é a coisa mais linda desse mundo. E o equilíbrio que podemos atingir crescendo assim, ah... Não tem preço.

Amar não é possuir. O melhor amor é aquele tranquilo, quietinho. Que não precisava ser berrado, exposto, colocado em risco. Ele existe e isso basta. Ele toca a sua alma e só.

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