8.3.12

Um novo começo de era, gente fina, elegante e sincera.

Começou um novo semestre, novas disciplinas - outras nem tão novas assim -, novos ambientes, novos pensamentos... Mas o mesmo objetivo. Crescer e evoluir.

Durante o ano passado, talvez só eu saiba o quanto regredi em muitos sentidos. Não virei a decepção do universo em forma de pessoa, mas regredi em pontos que eu não me admito regredir. O ano terminou melhorzinho, mas ainda assim faltando algumas coisas. Faltando algumas conquistas pessoais e profissionais. Surgiu, então, a necessidade de estabelecer metas. Não! Eu não me refiro às promessas de início de ano, aquele bla-bla-blá que todos conhecemos na teoria mas nunca experimentamos na prática. Metas pessoais, metas pra evoluir a minha consciência - nada mais justo pra alguém que, desde os seis anos, estuda os níveis de consciência, as possíveis projeções astrais, os padrões de energia... E pra quem sempre foi atrás de saber como foi sua existência passada, como deve ser essa e já ir tecendo a próxima. Loucura pra uns, maturidade conscienciológica pra mim.

Comprei livros, comecei pelo mais simples. Já que estou numa faculdade, devo estudar. Caderno novo, materiais novos, livros. Muitos livros. Pra ser mais específica foram quase 15 livros comprados. E todos de leitura básica, nem entrei nas complementares pra aprofundar os assuntos. Só de Freud foram quase 10 livros na primeira leva, e se já me respeitavam quando eu lia 'A menina que roubava livros'; agora me respeitarão bem mais. Yeah! Decidi mudar o meu quarto, também. Afinal ele é o meu cantinho. Começamos pela organização de uma estante só de Psicologia, terminamos num rabisco em folha de ofício sobre como ficará a parede nova. Tecidos comprados pras novas almofadas, ideias pra reaproveitar os móveis que já estão mais ultrapassados que gírias da feliz idade.

Feito isso, limpeza nas gavetas. Notas fiscais, comprovantes, cartas de propagandas, tudo pro lixo. Minhas cartas e minhas lembranças especiais continuam numa caixa específica, é claro. Guarda-roupa abaixo, hora de rever as roupas. Convenhamos que eu não irei usar aquela blusa verde limão com decote que impedem que eu espirre; caso contrário os peitos voam pra fora. Eu também não vou usar esse tamanco Datelli e essa Melissa do além, mas alguém por aí vai usar porque se encaixa no estilo. E assim foi indo. Cansei de arrumar, parei pra ler.

Escolhi pra começar a sequencia de leituras: "Autocura através da Reconciliação". Um dos livros da conscienciologia, nada de auto-ajuda encheção de linguiça. A autora diz: "autocura não é uma solução emergencial ou paliativa para nos livrar da doença. É parte integral do processo auto-evolutivo. Acontece sempre que a cosmoética (ética consciencial, pros leigos) nos convida a ampliar a realidade íntima. Autocura é evolução". E então eu decidi me livrar de pensamentos negativos em relação a pessoas que de fato nunca me deram motivo pra pensar algo, seja bom seja ruim. Decidi esclarecer, colocar pra fora.

Quanto mais me exponho com sinceridade, mais vou ser preservada. Quanto mais eu tentar me esconder, mais eu vou ser denunciada. Sinceridade não é ingenuidade - que é sempre inapropriada. Falei pra uma pessoa o que eu tinha pensado um dia, e como eu me sentia mal por ter sido imatura a tal ponto, falei. Azar. Fechei os olhos e apertei enter. Logo em seguida recebi uma mensagem de resposta que originou horas de conversa sobre os mais variados assuntos. Semelhanças nunca esperadas, uma energia gostosa de sentir mesmo que de longe. E um peso gigante saiu aqui de dentro. Deitei na cama leve, áurea leve, energias leves, consciência em paz. E esse foi recém um dos primeiros esclarecimentos.

Vocês já experimentaram se livrar de pensamentos e sentimentos negativos? A reconciliação não significa se tornar amigos, significa apenas parar de emitir - mesmo que de forma inconsciente (que é o que acontece quando falamos que nem pensamos mais na fulana porque nem gostamos dela, por exemplo) - energias negativas.

PENSENE.
PENsamentos formam SENtimentos que emitem Energias.

Quanto mais puro ele for, mais puro será o ar na nossa volta. Soa brega, soa loucura, soa viagem, soa auto-ajuda, soa religioso "amar o próximo", soe o que soar... Pra mim sempre vai ser evolução. Nossas escolhas dizem pra onde vamos, nossos pensamentos revelam quem somos. Nosso caráter se forma por tudo aquilo que tá internalizado, seja consciente, seja inconsciente. A gente sabe, na teoria, o que é melhor. O que nos falta é colocar em prática.

Aliás, o que me faltava era colocar em prática. Faltava, no passado. Daqui a pra frente vai ser diferente. Seguindo a música do título: não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo que há pra viver... Vamos nos permitir.

Oi! =)

This is your life, this is your time.

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